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"Nada mais importante do que estudar a vida, mesmo que ela esteja inserida em uma minúscula célula."

domingo, 13 de março de 2011

Trichomonas vaginalis

As Trichomonas vaginalis transitam da forma flagelada para amebóide/aderente a depender da disponibilidade de suprimentos alimentares, que são ingeridos por fagocitose através dos finos pseudópodos.
A fisiologia pode ser descrita como organismos anaeróbios facultativos; como fonte de energia, utiliza monossacarídeos, principalmente o glicogênio; possuem numerosas enzimas glicolíticas e são desprovidos de mitocôndrio e citocromo, portanto o ciclo de Krebs é incompleto.


Atualmente os cientistas estudam o citoesqueleto de actina e sua relação com a patogenicidade da forma amebóide, pois a sua forma flagelada não pode parasitar. Esses estudos são importantes para o desenvolvimento de medicamentos que atuem sobre o citoesqueleto de actina e tenham conseqüentemente, mais eficiência que os medicamentos atualmente utilizados.
Ao formar os pseudópodos, a actina da Trichomonas vaginalis polimeriza e despolimeriza, produzindo filamentos lábeis que dão forma ao citoplasma desta, demonstrando que, sem esse citoesqueleto ela não pode formar pseudópodos e conseqüentemente não pode parasitar e se alimentar, portanto "morre de fome".
Ao passar da forma flagelada para amebóide, o parasita desenvolve os pseudópodos que se fixam ao substrato, e consomem o glicogênio da mucosa vaginal, enfraquecendo o tecido epitelial.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Giardia Lamblia - Sinais e Sintomas

Segundo Robbins (2000), a Giardia Lamblia é um protozoário intestinal patogênico mais prevalente no mundo. A infecção pode ser subclínica ou causar diarréia aguda ou crônica, esteatorréia ou constipação. Como os cistos não são destruídos por cloro, a Giardia é endêmica em reservatórios de água públicos que não são filtrados através de areia e em córregos freqüentados por praticantes de camping.
A giardíase pode se manifestar como uma das três formas clínicas: o estado de portador assintomático; diarréia aguda auto-limitada que pode ser (persistente por mais de 2 semanas) ou crônica, (por mais de 30 dias), e às vezes diarréia intermitente, associada a má absorção e, em crianças de países em desenvolvimento, ao retardo do crescimento. Infecções recorrentes por G. lamblia nos primeiros anos de vida estão associados ao déficit de funções cognitivos nos anos seguintes, certas imunodeficiências, e hospedeiros imunocompetentes.
Cerca de 40% a 50% das pessoas infectadas desenvolvem diarréia. Pacientes sintomáticas apresentam anorexia e náuseas associadas a características diarréia aquosa, explosiva, fétida e com grande flatulência. Pode ocorrer febre baixa. Nas fezes não estão presentes leucócitos ou sangue, muco é raramente encontrado em amostras. A doença diarréica causada pela G. lamblia é indistingüível das doenças causadas por outros patógenos entéricos do intestino delgado. Em algumas pessoas a infecção pode cessar espontaneamente.


Na doença crônica ou persistente, a má absorção pode estar associada às fezes fétidas e oleosas que flutuam, e à perda de peso. Apresentam intolerância à lactose, que pode persistir por semanas depois do tratamento, urticária, cole cistite, pancreatite, artrite na retina e iridociclite, (CECIL, 2005).