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"Nada mais importante do que estudar a vida, mesmo que ela esteja inserida em uma minúscula célula."

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Amebíase intestinal e extra-intestinal

Até hoje a infecção por E. dispar e E. coli não foi responsável por um quadro sintomático. Por outro lado, a E. hystolitica pode causar sintomas em cerca de 10% dos casos e, mesmo assintomática, deve ser tratada devido ao seu potencial de invasão.
A  amebíase é capaz de promover doença intestinal, como colite, disenteria e ameboma, e também extra-intestinal, como abscesso hepático, abscesso cerebral, lesões cutâneas, patologia pleuropulmonar, entre outros. No entanto, estes últimos são bastante raros.
A sintomatologia da amebíase intestinal inicia após duas semanas de infecção, com dor abdominal tipo cólica associada com diarréia, disenteria e tenesmo. Sinais gerais comumente estão ausentes: apenas 30% dos pacientes apresentam febre. A colite amebiana afeta especialmente crianças entre um e cinco anos de idade.
Sinais e sintomas mais graves, progressão mais rápida e acometimento extra-intestinal são mais freqüentes em lactentes e crianças pequenas, desnutridos, usuários de corticóides, e imunossuprimidos de maneira geral.
As situações de doença extra-intestinal ou invasiva são as que levam aos casos mais extremos que evoluem para a morte do indivíduo infectado.


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Relação parasito-hospedeiro (adaptação e virulência)


        Os parasitas precisam se dispersar no ambiente para trocar de hospedeiro, e isso eles fazem através de ciclos de vida, alguns até muito complexos. Normalmente dispõem de dois tipos de hospedeiro, normalmente um ser humano e um animal, estando em um estágio da metamorfose em cada.
         As adaptações ao parasitismo são assombrosas - desde a transformação das probóscides dos mosquitos num aparelho de sucção, até à redução ou mesmo desaparecimento de praticamente todos os órgãos, com excepção dos órgãos da alimentação e os reprodutores, como acontece com as ténias e lombrigas.
Alguns parasitas são de tal forma modificados que se torna difícil associá-los a espécies afins que têm vida livre, como acontece com muitos crustáceos (por exemplo, o rizocéfalo).
Um outro caso de adaptação relaciona-se com a sua forma de disseminação: nos casos do plasmódio da malária ou da bilhárzia, a reprodução sexuada não se dá dentro do hospedeiro, mas sim dentro doutra espécie, que pode servir apenas de vetor para a infecção de outro hospedeiro.
  O equilíbrio entre as populações de parasitas e hospedeiros depende da virulência do parasita e do sistema imune do hospedeiro. Alguns parasitas se aproveitam da baixa imunidade ou demora na resposta imune para se reproduzir e se alimentar. Bactérias da pele podem ser citadas como exemplo. Elas vivem normalmente sobre a pele, porem se houver algum tipo de lesão elas podem penetrar no organismo e causar uma infecção. O vírus HIV tem mecanismos para suprimir as defesas do ser humano. Outros parasitas têm estratégias para burlar os anticorpos do hospedeiro. Bactérias capsuladas são escorregadias e conseguem escapar da fagocitose. Bactérias da mesma espécie, porem sem cápsula, podem absorver DNA de bactérias capsuladas mortas e passar a produzir cápsula para sobreviver no organismo.